Sombras

Tão náufrago, confuso, solitário
sem ter tempo prá sonhar.
Amigos perdidos em labirintos
Sem chão, sem colunas para segurar.

Um Jó, em seus dias de pavor,
Ou Davi, quando se viu amalucado.
Talvez Jonas coberto de temor,
No ventre do peixe ainda consolado.

Até Sansão traído decepcionado.
O pobre cego a beira da estrada.
Amigo Pedro após ter negado
Naquela hora pelo Senhor marcada,

E as tais sombras espessas
Que embaçaram a visão?
O caminho de lutas, dissabores?
A noite fria, sem dimensão?

Foram dores, angústias dos mortais
Que ensinaram o caminho da cruz.
Pesadelos constantes perenais
Que mostraram o amor de Jesus.

E o troféu, o brilho da vitória
Prometida por nosso Senhor?
É o desfecho dessa bela história,
Toda honra e glória ao Salvador!

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